Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 28/12/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Conquanto, o descaso com as pessoas em situação de rua se mostra como um grave problema social no país, tornando o atual cenário brasileiro distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse sentido, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Primordialmente, é necessário ressaltar a ineficácia das leis como principal causa do imbróglio. Consoante o filósofo grego Aristóteles, o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos. Nesse contexto, o quadro vigente contrasta o ideal aristotélico, visto que a situação da população sem-teto viola direitos constitucionais ao sofrerem com o frio e a violência nas ruas. Desse modo, medidas precisam ser tomadas pelas autoridades competentes, com fito de atenuar o revés.

Ademais, vale salientar a alta especulação imobiliária como impulsionadora da problemática no Brasil. Segundo os dados da revista IstoÉ, 3 a cada 10 moradores de rua, chegaram a esse cenário por causa do desemprego. Nessa perspectiva, com a alta especulação imobiliária dos imóveis, uma população desempregada, por conseguinte, não tem outra opção a não ser recorrer ás ruas como refúgio. Dessa maneira, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, deve-se enfrentar o supracitado enredo. Para tanto, a mídia deve discutir o assunto com profissionais especialistas nessa área, por meio de programas televisivos de grande audiência. Nesse viés, tal medida ocorrerá pela elaboração se um projeto estatal, em parceria com as emissoras de televisão, a fim de mostras as reais consequências do problema, apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse. Assim, será possível aproximar a conjuntura brasileira da sonhada por Policarpo Quaresma.