Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 12/01/2021
‘‘O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. A afirmação atribuída à filósofa Simone de Beauvoir pode facilmente ser aplicada aos moradores de rua no Brasil, já que mais escândalosa que a ocorrência da problemática é o fato de a população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, é evidente que o quadro tem origem inegável na negligência do Estado. Desse modo, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura, pode-se destacar a falibilidade legislativa e educação tecnicista.
Primeiramente, a Constituição Federal Brasileira de 1988, artigo 6º, garante a todos os brasileiros e residentes do país o direito à saúde, à educação, à alimentação e à moradia. Entretanto, o censo realizado pela prefeitura de São Paulo aponta o contrário, uma vez que mais de vinte e quatro mil pessoas moram nas ruas da cidade. Por isso, é notório como a falibilidade legislativa cristaliza à falta de moradia. Logo, o Poder Executivo deve administrar melhor o dinheiro público para que todos tenham acesso a esse direito.
Outrossim, segundo Immanuel Kant, ‘‘o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’. Nessa perspectiva, a educação tecnicista, modelo de ensino adotado por volta de 1970, transforma professores e alunos em meros executores e receptores de conteúdo, sem nenhum vínculo com o contexto social. Dessa maneira, o discente não desenvolve senso crítico para debater problemas sociais, como o grande número de pessoas morando na rua. Destarte, a reflexão de Kant se concretiza, pois a escola não prepara os estudantes para reivindicar o próprio direito. Então, as escolas devem organizar palestras sobre o tema.
Em virtude dos fatos mencionados, nota-se como a negligência do Estado corrobora para o agravamento do problema. Portanto, de acordo com Nelson Mandela, ‘‘a educação é a melhor ferramenta para se mudar o mundo’’, dessarte, o governo deve investir em educação, principalmente em mais aulas de filosofia e sociologia, para formar alunos mais éticos e por intermédio do ‘‘plano para minimizar a quantidade de moradores de rua’’, será executado. Ademais, deverá oferecer à mídia televisiva incentivos fiscais para divulgar o plano. Por conseguinte, se tudo for feito, a questão será amenizada.