Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 14/01/2021
A desigualdade social brasileira cresceu paralelamente à ascensão da globalização, um exemplo disso é a situação insalubre e precária que vários cidadãos vivem, enquanto outros desfrutam do extremo luxo proporcionado pelo capitalismo. Certamente este cenário tende a se solidificar, por despreocupação governamental e falta de oportunidades para todos.
Em primeiro plano, é valido anexar o pensamento do filósofo Arnold Toynbee “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas continuamos macacos na vida”, essa realidade é vivida por moradores de rua no Brasil, pois apesar do crescimento tecnológico as oportunidades não abrangem todas as classes, o que corrobora para a seleção natural nesse sistema que exclui os menos favorecidos e prejudica a igualitariedade.
Analogamente a isto, a situação de moradores das favelas também é extremamente precária como retratadas em músicas do rapper e ex morador da favela Mano Brown, em um de seus trexos musicais ele retrata o atraso vivido no país, o descaso, os traumas, a invisibilidade e as faltas de oportunidades. Reflexos da extrema pobreza e da cultura de descarte imposta pelo capitalismo em todos os âmbitos sociais.
Posto isso, a Constituição assegura que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, portanto a força maior que é o Estado através do Ministério da Educação e da Cidadania, juntamente com ONG`s devem atentar-se para as áreas de extrema pobreza no país inteiro, com a colaboração de dados do IBGE e implementar nessas áreas, escolas e cursos profissionalizantes com incentivos aos profissionais da educação. Assim como, estes órgãos devem apresentar meios de mudança de vida aos moradores de rua, doando-lhes moradias, educação, qualficação profissional e assistência médica. A fim de que a Constituição seja assegurada e todos tenham iguais oportunidades.