Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 23/02/2021

Na Idade Média, terras eram sinais de riqueza. Hoje, seguem-se o mesmo princípio, indivíduos que não as possuem serão invisíveis socialmente. Nessa perspectiva, os casos mais comuns são os moradores de rua, indivíduos que são associados, em sua maioria, ao mundo da marginalização e excluídos da sociedade. Ora, uma atmofesra de omissão e, sobretudo, discriminatória que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988 todos os indivíduos tem direito a uma moradia de qualidade, em contrapartida, o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que uma parcela significativa da sociedade vive nessa condição précaria e, por tabela, não são tratados como cidadãos perante a Constituição, pois não é oferecido um minímo amparo das autoridades com essa mazela, assim, ratifica o desinteresse do Estado e amplia as desigualdades sociais. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de preconceito com os moradores de ruas, o recrudescimento de empatia e, por extensão, a ausência de visibilidade desses indivíduos se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente da sociedade, visto que tonifica o absentismo de solidariedade destinada a “parte ignorada”, isto é, gera o aumento da discriminação e receio com esses indivíduos. Dessa forma, é fulcral que a coletividade abdique da atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa esfera, por meio de verbas destinadas para essa agrura, ampliando a inclusão desse olhar coletivo e, sobretudo, promover um olhar de mais empatia ao próximo, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa área, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que sinais de riqueza como o da Idade Média deixem de ser uma realidade brasileira.