Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 12/03/2021
Na Idade Média, terras eram sinais de riqueza. Hoje, segue-se o mesmo princípio; indivíduos que não as possuem serão invisíveis socialmente. Nessa perspectiva, os casos mais comuns são os moradores de rua, indivíduos que são associados, em sua maioria, ao mundo da marginalização e excluídos da sociedade. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e, sobretudo, discriminatória que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à moradia de qualidade é garantido a todos os indivíduos, em contrapartida, o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que uma parcela significativa da sociedade vive nessa condição précaria e, por tabela, não são tratados como cidadãos perante a Constituição, pois não é oferecido um minímo amparo das autoridades com essa mazela, ratificando, assim, o desinteresse do Estado e ampliando as desigualdades sociais. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de preconceito com os moradores de rua, o recrudescimento de empatia e, por extensão, a ausência de visibilidade desses indivíduos se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente da sociedade, visto que tonifica o absentismo de solidariedade destinada à “parte ignorada”, isto é, gera o aumento da discriminação e receio com esses indivíduos. Dessa forma, é fulcral que a coletividade abdique da atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa esfera, por meio de verbas destinadas para essa agrura, ampliando a inclusão desse olhar coletivo e, sobretudo, promover um olhar de mais empatia ao próximo, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa área, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que sinais de riqueza como o da Idade Média deixem de ser uma realidade brasileira.