Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 13/03/2021

Embora seja conhecida e notória a enorme desigualdade social no Brasil, ainda causa impacto a visão da pobreza e da miséria nos grandes centros urbanos.

Na Praça da Sé, centro de São Paulo, a metrópole mais rica do país, por exemplo, é gritante o contraste entre a miséria e a opulência: à frente da Catedral da Sé e do Palácio da Justiça, dezenas de miseráveis e pedintes, de todos os sexos e idades, sem proteção nem da justiça, nem da religião, se aboletam na praça e dali vão se espalhando por todo o centro, sobrevivendo da caridade dos passantes e da ação voluntária de grupos beneficentes.

O grande número de moradores de rua reflete não apenas o descaso na política habitacional, mas também o resultado da ausência de políticas públicas efetivas em todas as áreas, mas, principalmente, na área da assistência social. É assustador perceber que a dignidade humana é um direito usurpado dessas pessoas que, invisíveis, esquecidas, desamparadas, são vistas com temor e receio pela população e com enorme descaso pelo poder público.

Resta, a quem se incomodar, a luta por essas pessoas, pois somente com muita vontade política e pressão da população, essa parcela da sociedade terá seu direito restabelecido. E, com isso, toda a sociedade será beneficiada, seja pela sensação de maior segurança, seja pela questão urbanística, mas a alegria de viver em um mundo mais justo compensa o esforço e a luta pelos direitos humanos de quem não pode e nem sabe lutar.