Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 28/04/2021
Segundo Mohammed Haziz -ex-educador brasileiro- todos os desabrigados merecem atenção e uma vida digna. Todavia, no Brasil, país onde o descaso é grande, não se vê tal ideia sendo aplicada, assim, gerando obstáculos quanto a situação dos moradores de rua. Portanto, para maior compreensão acerca do assunto, é notório analisar esse problema recorrente, além de observar a lamentável postura social do Estado.
Em abordagem inicial, é válido comentar sobre o problema frequente dos sem-teto. Tal barreira é comum desde o êxodo rural, episódio o qual levou milhares de nordestinos a viver nas ruas do Sudeste, sendo agravado principalmente pela inação do Estado na época. Dessa forma, tal fato que gerou grande aumento dos sem-abrigo, não serviu de lição às instituições governamentais as quais não realizam ações em ajuda aos sem moradia, situação que levará as famílias de rua ao descaso completo. Resultando em um impasse com o nobre pensamento de Haziz.
Percebe-se, também, uma postura social negativa por parte dos chefes de estados atuais. Houve um projeto de lei da prefeitura de Curitiba, que previa proibir a doação de alimentos aos moradores de rua. Esse projeto, que já seria grave em tempos normais, foi criado durante a pandemia, época a qual ocorreu um aumento de pessoas sem casa, assim, a lei acarretaria um aumento no número de mortes de pedintes, causado pela fome.Nesse parâmetro, as consequências não iriam ser positivas à dignidade dos sem-teto.
É vital, enfim, buscar inserir esses indivíduos na sociedade. Para isso, o Ministério da Cidadania deverá resolver o problema, via grandes campanhas de conscientização apoiadas pela mídia, além de projetos de lei que visam reformas de prédios abandonados, a fim de transformá-los em centros de ocupação de desabrigados, dessa maneira, eles poderão se preocupar menos com a miséria em que estão sujeitos. Agregando as soluções, os sem-abrigo entrarão na sociedade, e a ideia de Haziz será respeitada e vista nas cidades.