Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 21/05/2021
O artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988, garante o direito à vida, à liberdade, à igualdade e também à propriedade. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que, os morados de rua, no Brasil, não estão inseridos, de fato, nesse contexto de “privilégios”. Sendo assim, esses cidadãos marginalizados, são vítimas da invisibilidade social, seja pela falta de empatia humana, seja pelo descaso governamental perante à essa minoria desprovida de equidade. Por isso, urge a aliança entre o poder educacional e as grandes mídias, para combater essa nefasta mazela.
Sendo assim, os mártires desse flagelo social, fruto da falta de empatia humana, são vivenciados pelos moradores de ruas, à medida que, constantemente, morrem de fome, frio e doenças, sem o nicho populacional sequer ter acesso à tal informação. Isso prova o preconceito enrustido e o descaso frente à essa questão.
Somado a essa ideia, os moradores de rua, também padecem da " Violência Simbólica" , conceito do sociólogo Pierre Bourdieu, cuja crítica está inserida no " silenciamento" das minorias, subordinadas a corsão social da classe dominante. Essa violência maquiada, reflete-se, na inoperância estatal, cujo desdém com esses indivíduos, reproduz mais a miséria e, por conseguinte, as diferenças sociais tornam-se escancaradas .
Portanto, diante do exposto, fica explícita à situação da invisibilidade dos moradores de rua.
Por isso, faz-se necessário, que a LOA( Lei Orçamentária Anual) direcione capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na promoção de ações educativas nas escolas, por meio de palestras ministradas por psicólogos e assistentes sociais, que dedicam-se ao trabalho voluntário e presenciam os dramas diários dos moradores de rua, com vitas a desencadear um debate ético e moral sobre " A importância da empatia humana na sociedade brasileira atual".