Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/05/2021

O artigo 5 da constituição brasileira assegura que todos são iguais perante a lei, sem distinção de natureza. Contudo, é visível a ausência da aplicação dessa lei entre a população em situação de rua no Brasil. Sendo considerados minoria, não possuem acesso à moradia, segurança, alimentação e dignidade. No documentário “Eu existo”, uma série de depoimentos recolhidos entre a população sem-teto da cidade de São Paulo, à questão da invisibilidade das pessoas em situação de rua foi a pauta em destaque, relatando a negligência estatal e o preconceito dos cidadãos com os mesmos. Nesse sentido, é urgente à intervenção governamental nessa questão social, desenvolvendo assistência para esse grupo social em vulnerabilidade e garantia aos direitos de todo ser humano.

Em primeiro plano,  é necessário compreender que às causas do alargamento da população sem abrigo vem aumentando nos últimos quatro anos. Crise socioêconomica, pandemia mundial, empobrecimento dos Estados são alguns fatores que contribuem diretamente para o agravamento da questão. Portanto, o aumento do descaso com essa minoria cresce devido a negligência Estatal e da população em geral. Contando com à violência verbal, física e também patrimonial, os moradores em situação de rua se vêem a mercê de um sistema capitalista responsável por uma segregação social. Segundo uma pesquisa publicada pelo Ipea, o Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas morando na rua, sendo o alvo da violência mulheres negras de 15 a 24 anos.

Em consequência disso, a busca de alcóol e drogas como escape a realidade desse grupo social em vulnerabilidade cresce e ocasiona um aumento no quadro de doenças mentais, como depressão, alcolismo ou agressividade. Podendo ser um reflexo do preconceito, à preocupação com à saúde mental desse grupo social vem caindo no esquecimento. Diante disso, é atribuída a responsabilidade a orgãos governamentais de garantir a reintregração dessas pessoas na sociedade.

Em conclusão, o Ministério dos direitos humanos deve criar campanhas midiáticas que abordem o preonceito enfrentado por esse grupo, onde inventive o trabalho voluntário que acolha e ajude, podendo promover campanhas de doação de roupas, alimentos ou objetos de higiene. ONGs com o intuito de restabelecer a dignidade dessa população vulnerável e escolas podem promover palestras afim de explicitar a vida conturbada de um morador em situação de rua, com a finalidade de evitar o aumento do preconceito.