Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/05/2021

Temos vivênciado moradores de rua no Brasil desde a primeira Revolução Industrial, na qual trata-se da transição entre o feudalismo e o capitalismo. De modo que ocorre o êxodo rural em excesso, com isso várias pessoas povoadas sem emprego, consequentemente sem moradia. De acordo com uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu 140% entre 2012 e março de 2020, chegando a quase 222 mil pessoas. E isso se mantém por causa do descaso do governo e da sociedade.

Segundo Hideraldo Montenegro, nenhum Estado pode ser justo como leis que o compõe não abastecido dos anseios populares. Analogamente, vemos que na Constituição Brasileira, os diretos básicos são uma moradia, igualdade, alimentação, saúde e segurança. Apesar que para as pessoas em situação de esses direitos são negados. Por Exemplo, o MNPR (Movimento Nacional de População de Rua) em Londrina denunciou o que considera uma falta de ação do poder público municipal em prol da população em situação de rua anterior da pandemia de coronavírus, de acordo com a folha de Londrina.

De compliance com Durkheim, os fatos sociais moldam a maneira de agir e pensar das pessoas. Logo, os problemas relacionados a situação dos moradores de rua vem se tornando cotidiano para a nossa sociedade e que ao passarem por esses cidadãos sequer os notam, se tornando um senso comum. Ao ver de Tarso de Melo, doutor em Filosofia do Direito pela USP, existe a existência de “moradores de rua” alerta para verdades revoltantes sobre o significado político, econômico e cultural desse sistema que, de tantas maneiras, despreza a vida.

Portanto, a situação dos moradores de rua no país vem agravando-se, principalmente por esse momento de pandemia. Para que a sociedade fique informada e esses moradores tenham seus direitos básicos, é necessário que façam campanhas públicas, que podem ser informadas pelas redes sociais, redes de televisão e pelo Governo Federal. Além disso, uma Secretaria Nacional de Assistência Social e o MNPR devem se juntar para garantir a esses indivíduos a moradia, alimentação, saúde, higiene e proteção. A fim de que diminuam a precaridade das pessoas em situação de rua.