Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/05/2021

Os moradores de rua, que são conhecidos como mendigos, são pessoas que vivem em extrem carência material, vivendo se deslocando de um local para outro. Durante esta jornada, muitos se tornam dependentes do álcool e das drogas, podendo levar ao estado de indigência ou mendicância, que é uma situação de grande pobreza e miséria. Em decorrência do solo urbano estar baseado no capitalismo de apropriação privada do espaço mediante o pagamento do valor da terra, não dispõe de renda suficiente para conseguir espaços adequados para a habitação, utilizando assim, as ruas como moradia.

De cordo com a Secretaria Nacional de Assitência Social, os moradores de rua são caracterizados por ser um grupo social heterogêneo, composto por pessoas de diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza absoluta, sendo forçados a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento, de forma temporária ou permanente.

Logo, são vários os fatores que podem levar as pessoas a irem morar nas ruas e, tais são eles: violência, perda de autoestima, alcoolismo, ausência de vínculos familiares, perda de algum ente querido, desemprego, uso de drogas, distúrbios mentais, entre outros. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu 140% entre 2012 e março de 2020, chegando a quase 222 mil pessoas.

A situação dos sem-teto vem agravando cada vez mais, proporcionando um fato social. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social, criar programas que promovam a inclusão do indivíduo na sociedade, através de ações que garantam a moradia, alimentação, saúde, higiene, além de aplicar campanhas que abrangem o Brasil inteiro junto as emissoras e as redes sociais, divulgando a situação dessas pessoas, motivando a ajuda ao próximo, proporcionando a coletividade. Dessa forma, será possível minimizar bastante esse fato social no Brasil, restaurando o equilíbrio  proposto por Aristóteles