Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 24/06/2021
O sexto artigo da Constituição Brasileira diz que são direitos sociais a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, segurança, lazer e entre outros. No entanto, tais direitos são negados à população em situação de rua. Ao refletir a respeito dessa problemática, no século XXI, ocorre em virtude do crescente índice de desemprego e questões sociais, o que acarreta na exclusão social. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber de acordo com a revista Isto É, dentre a população de rua, 36% é devido ao alcoolismo e drogas, e 30% pelo desemprego. Diante disso, percebe-se problemas estruturais a respeito da temática, uma vez que o nível de desemprego aumentou e tem afetado a sociedade em diversos aspectos. Em conjunto ao vício de drogas e álcool, já que ao ser desligado do seu emprego o indivíduo decorre a outras saídas, porém o vício afeta intrinsecamente a vida do usuário, tornando-o incapaz de atitudes básicas do ser humano. Em suma, o desemprego aliado a dependência química gera um problema social gravíssimo para a sociedade.
Desse modo, os moradores de rua são vistos muitas vezes como a escória da cidade, sendo excluídos e vivendo em situações indignas. A vista disso, nota-se que os direitos básicos que são garantidos pela Constituição não valem para a população em situação de vulnerabilidade, as quais não tem o que comer e tomar banho, por exemplo. Seguindo essa linha de pensamento, o livro Capitães de Areia, escrito por Jorge Amado, o qual conta a história de jovens abandonados e que vivem nas ruas tentando sobreviver e ter um futuro melhor, ao decorrer do livro os jovens passam por situações precária de extrema pobreza e são marginalizados pela sociedade, pois são considerados um risco. Logo, é possível perceber que medidas precisam ser efetivadas contra a exclusão social desse grupo social.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação, com o apoio de empresas público-privadas, para a criação de cursos gratuitos de qualificação educacional para desempregados, de modo a ser um auxílio para essas pessoas serem recolocadas de volta no mercado de trabalho, com o objetivo de que cada vez mais a comunidade de rua seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate à exclusão social, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e que os direitos da constituição sejam garantidos a todos.