Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 25/06/2021

No livro distópico “Divergente”, é retratada a situação de pessoas que, por não pertencerem a nenhum grupo da cidade, são excluídas da sociedade e obrigadas a viver nas ruas. De maneira similar, no Brasil contemporâneo, inúmeras pessoas se encontram desabrigadas. Nesse sentido, destaca-se que tal panorama é agravado pelo descaso do governo e deixa esses indivíduos expostos à criminalidade. Dessa forma, são necessárias ações para enfrentar essa problemática.

Em primeira análise, têm-se como causa dessa situação, o descaso do governo. Isso posto, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “A Banalidade do Mal”, afirma que a violência, por estar enraizada em nossa sociedade, foi normalizada. Paralelamente, infere-se que o descaso dos órgãos públicos pode ser explicado pela banalização da situação dos moradores de rua, uma vez que nenhuma medida é tomada para reverter as condições de vida precárias a que essas pessoas estão submetidas. Portanto, é fulcral que o governo atue para resolver tal contexto de exclusão social.

Ademais, como consequência desse panorama, esses desabrigados ficam mais expostos à criminalidade. Como prova disso, em Janeiro de 2021, em São Paulo, um homem ateou fogo a um morador de rua. A partir de tal situação, analisa-se que essa parcela da sociedade diariamente têm seus direitos negados, visto que além da falta de moradia, o direito a uma vida segura também é violado. Portanto, fica claro, então, a urgente necessidade de assegurar a essas pessoas a plena asseguração de seus direitos.

Em suma, visando evitar o descaso com essa minoria e retirá-los da constante exposição à criminalidade, é necessário um interventor. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, como agente transformador, acolher essas pessoas e fornecer possibilidades de trabalho. Essa ação será realizada por meio de abrigos que auxiliem o desenvolvimento de habilidades, à exemplo de artesanato e música, com o objetivo de que essas possam ser usadas para gerar lucro e retirá-los de condições precárias. Assim, evitar-se-á a banalização da violência, conforme a filósofa Hannah Arendt.