Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 01/07/2021

O sexto artigo da Constituição Brasileira diz que são direitos sociais a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, segurança, lazer e entre outros. No entanto, tais direitos são negados à população em situação de rua. Ao refletir a respeito da questão social dos moradores de rua, no século XXI, ocorre em virtude do crescente índice de desemprego e questões sociais, o que acarreta a exclusão social. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, de acordo com a revista Isto É, dentre a população de rua, 36% vive nessas condições devido ao alcoolismo e drogas, e 30% em razão do desemprego. Diante disso, percebe-se problemas estruturais a respeito da temática, uma vez que o nível de desemprego aumentou e têm afetado a sociedade em diversos aspectos. Por exemplo, ao ser desligado do seu emprego o indivíduo recorre a outras saídas, isto é as drogas e álcool, porém o vício afeta intrinsecamente a vida do usuário, tornando-o incapaz de atitudes básicas do ser humano. Em suma, o desemprego aliado à dependência química gera um problema social gravíssimo para a sociedade.

Desse modo, os moradores de rua são vistos, muitas vezes, como a escória da cidade, sendo excluídos e vivendo em situações indignas. À vista disso, nota-se que os direitos básicos que são garantidos pela Constituição não valem para a população em situação de vulnerabilidade, as quais não tem o que comer e tomar banho, por exemplo. Seguindo essa linha de pensamento, o livro Capitães de Areia, escrito por Jorge Amado, o qual conta a história de jovens abandonados e que vivem nas ruas tentando sobreviver e ter um futuro melhor, ao decorrer do livro os jovens passam por situações precária de extrema pobreza e são marginalizados pela sociedade, pois são considerados um risco. Logo, é possível perceber que medidas precisam ser efetivadas contra a exclusão social desse grupo social.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação, com o apoio de empresas público-privadas, elaborem cursos gratuitos de qualificação educacional para desempregados, de modo a ser um auxílio para essas pessoas serem recolocadas de volta no mercado de trabalho, com o objetivo de que cada vez mais a comunidade de rua seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate à exclusão social, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e que os direitos da constituição sejam garantidos a todos.