Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2021

“Sei que sou brasileiro, mas eu não sou cidadão. Eu não tenho dignidade ou um teto para morar. E o meu banheiro é na rua e sem papel pra me limpar.” O trecho da música “O resto do mundo” de Gabriel, o pensador, descreve a grave realidade que os moradores de rua suportam no seu dia-a-dia e que muitas vezes passam despercebidos aos olhos da sociedade. Tal problemática é causada não só pela falta de direitos básicos a esses cidadãos, mas também pela invisibilidade social que enfrentam, fatores que, infelizmente precisam ser combatidos.

Sob esse viés, cabe analisar, a princípio, a ausência de direitos essenciais aos indivíduos que se encontram em situação de rua, como por exemplo, a saúde, educação, alimentação e moradia, ítens cruciais para a vida e que nem todos tem acesso. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) defende que todos possuem direito a moradia e bem estar, porém, por negligência governamental, está longe de fazer parte do contexto brasilero. Desse modo, o Estado é o principal vetor dessa adversidade, já que tem o dever de promover igualdade de direitos para toda a população.

Além disso, é pertinente ressaltar que a invisibilidade social agrava ainda mais a resolução do problema. No livro “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago, é abordado uma crítica à cegueira moral do ser humano, já fora da ficção, essa temática também é encontrada. As pessoas em situação de rua ficam invisíveis aos olhos daquelas que passam por perto, pois muitos preferem ignorá-los do que oferecer ajuda. Isso ressalta a importância da conciência dos seres humanos em ajudar os mais necessitados e o quanto isso é primordial para mudar o cenário atual.

Torna-se evidente, portanto que as alternativas para melhorar a situação dos moradores de rua no Brasil precisam ser colocadoas em prática. Sendo assim, o Governo Federal deve criar uma parceria com o Governo Municipal, por meio de um contrato assinado pelos respectivos gestores, que estão a frente do governo, para se comprometerem em investir em novos abrigos e expandir os já existentes, de acordo com as necessidades de cada região. A fim de que o problema seja tratado de forma específica e isolada, já que cada município possui números diferentes de indivíduos necessitados. Assim, espera-se que cada vez mais cidadãos tenham uma realidade oposta a da música de Gabriel e tenham uma melhor qualidade de vida.