Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 20/08/2021
O ex-ministro do Reino Unido Winston Churchill discorre “Sob o capitalismo há distribuição desigual de riqueza, é verdade, mas sob o socialismo há distribuição igual de miséria, tirania e insanidade mental”, em concordância com esse pensamento, apesar do capitalismo ter falhas, é um sistema com menos questões sociais. Não obstante, alguns problemas, como a desigualdade social, que condiciona um maior número de moradores de rua, um exemplo de desrespeito aos direitos humanos, é uma das questões que necessitam de mudanças.
Precipuamente, a desigualdade social não é uma problemática apenas do Brasil, esse fato faz parte de todos os países guiados pelo sistema econômico capitalista. No entanto, no Brasil, essa diferença econômica favorece o crescimento de moradores de rua. Consoante o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil apresenta uma desigualdade total de renda de 51,5%, a qual 27% dessa renda concentra-se em apenas 1% da população. Isto posto, essa questão social gera uma separação entre os indivíduos dentro do sistema e os moradores de rua, que são considerados à margem da sociedade, não desfrutam dos direitos básicos que os cidadãos têm para a sobrevivência.
Ademais, um filme lançado em 2020, na plataforma de streaming Netflix, chamado “O Poço” expõe uma crítica à desigualdade social, quando explora a verticalidade dos níveis que representam as camadas sociais e mostram as consequências de estar em cada uma delas. Paralelamente ao filme, os moradores de rua estão nas últimas camadas. Nessa conjuntura, com o objetivo de mudança o Governo Federal investiu na questão social dos moradores de rua, em 2009 criou um decreto para a População em Situação de Rua para representar esses civis. Esse decreto tem por objetivo o respeito e a igualdade; atendimento humanitário; participação e controle social; valorização da vida; convivência familiar e, por fim, condições sociais estáveis.
Por conseguinte, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em parceria com ONG’s e empresas privadas, deve disponibilizar alimentos nos centros comunitários que abrigam estes moradores de rua e promover empregos, o que contribui para a saída deles destes centros. Como também, os investimentos nesses centros devem ser feitos por empresas privadas e, desse modo, irão obter retorno desses investimentos com o trabalho dos indivíduos. E, por fim, essas ações diminuirão a disparidade social e também a quantidade de pessoas morando nas ruas, isto trará benefícios para a economia do país, o IDH e o saneamento básico, além de cumprir o que foi declarado nos Direitos Humanos em 1948.