Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 03/09/2021
Desde a descoberta do Brasil pelos portugueses, a questão habitacional se tornou algo muito problemático com relação a sua distribuição; um país que possuía vasta imensidão, sofria com as injustas capitanias hereditárias e com o legado que deixaria para a modernidade. Por tudo isto, de modo a ainda sentir tais efeito, a parcela da população mais fragilizada acaba sofrendo com sistemas financeiros e a desumanização pela elite financeira. Considerando todo este contexto, a principal consequência deste problema social é a aparição de moradores de ruas em diversos centros urbanos.
Partindo desse recorte temático, o primeiro argumento nesta tese, se baseia na análise relacional entre capitalismo e a construção histórica brasileira. Com isso, deve-se retomar aos ideiais de Adam Smith e seu presuposto de pouca intervenção estatal com relação à economia. Tal estudo, que parece inofensivo e democrático, caí em contradição quando seus seguidores acabam excluindo a participação do governo em projetos humanitários. Deste modo, a história do país que é marcada por uma constante marginalização negra, indígena e sexista, tem todos os seu problemas acentuados pelo capitalismo que nega ajuda financeira e visa apenas lucros individuais.
Não obstante ocorre a exclusão apenas monetária, mas também acontece uma crescente desumanização e apagamento da cidadania desses indivíduos. De tal forma, além de serem marginalizados e esquecidos por uma grande parcela da população, estes moradores de rua são metamorfosiados em coisas ou, em sua maioria, animais selvagens que não são passíveis de ressocialização. Com isto, o processo de reaproximação se torna dificultado ao retornar ao estado de natureza trazido por Thommas Hobbes, que considera o homem como violento e não confiável, significando que este grupo não merece ajuda especializada governamental. Por conseguinte, estes pensamentos retrógados apenas colaboram para acirrar as desigualdades sociais.
Portanto, faz-se mister salientar a importância da criação de políticas públicas mais eficientes para combater os grandes números de moradores de ruas. Dito isto, cabe ao Ministério da Economia criar projetos que possam oferecer casas populares a preços mais acessíveis para estes sem-tetos, de modo que eles não precisem recorrer às ruas. É papel do Ministério da Saúde, oferecer tratamentos psicológicos e de saúde, para que a condição de vida possa ser melhorada e facilitar a procura por empregos. Por último, as escolas devem atuar ao ensinar e orientar as crianças sobre a real condição dos moradores, para se evitar a constate coisificação dos mesmos, gerando uma real mudança. Ao somar esforços, constrói-se um futuro melhor para essa população.