Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/09/2021

Invisibilidade, negligência e desumanização. Essas são as características que envolvem a vida do indivíduo à margem da sociedade capitalista. Nesse sentido, a querela dos moradores de rua no Brasil se torna uma questão social porque é consequência de problemas sociais, os quais envolvem a educação, o sistema de saúde e a oferta de empregos.

Nesse contexto, segundo o site Brasil Escola, 36% dos moradores de rua são dependentes químicos, 30% estão desempregados e mais de 58% não possuem o fundamental completo. Logo, tal panorama entra em desacordo com os deveres do Estado para com o cidadão; uma vez que é dever do Estado, de acordo com a Constituição Federal, assegurar a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia e assistência social. Dessa maneira, fica evidente a negligência do Governo em não somente prestar assistência, mas também combater as deficiência que originam a questão.

Ademais, em concordância com um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, cerca de 82% dos moradores de rua são homens. Tal dado revela o preconceito social sofrido por esses indivíduos, já que não são provedores nem para si, nem para suas famílias, o que trasmite a imagem de que o sujeito é um “deserviço” social. Logo, tamanha hostilidade faz com que o morador de rua permaneça sem pedir ajuda. Dessa maneira, a falta de programas de auxílio social a esses homens é evidente, bem como a necessidade de combater tão danoso preconceito social.

Portanto, é imprescindível a criação de casas azuis; nas quais será possível ao homem em situação de rua fazer exames médicos de rotina, ter apoio psiquiátrico, refazer documentos sociais e ser encaminhado à postos de trabalho compatíveis com seu nível escolar. Feitas pelo Ministério das Cidades, órgão que garante a dignidade do cidadão e combate as desigualdades sociais. Para, assim, não só retirar das ruas, como também reinserir o ser na sociedade de maneira funcional.