Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 10/10/2021

Após a Guerra Fria, com a ascensão do sistema econômico capitalista - vigente no Brasil, tornou-se banal a diferença social entre os seres, o que levou a um alto número de pessoas que moram na rua. Nesse contexto, é inegável que os moradores de ruas evidenciam um descaso do governo e impactam a economia do país.

Em primeira análise, os sem-tetos representam uma falha do Estado. Segundo o artigo primeiro da Declaração dos Direitos Humanos, os seres humanos são iguais em direitos. Posto isso, é inegável que a diferença social, representada pelos moradores de ruas - que carecem de igualdade ao acesso à moradia -, traz à tona a falha da esfera pública em cumprir e administrar as leis impostas, o que necessita ser mudado.

Ademais, os moradores de ruas impactam, indiretamente, na situação econômica do país. Conforme pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mais da metade das pessoas que moram nas ruas fazem parte da população economicamente ativa, isto é, podem contribuir positivamente para o giro econômico do Brasil, pois estão, fisicamente, aptos ao trabalho. Dito isso, é notório que um país perde dinheiro ao ter seres desabrigados no território, uma vez que esses cidadãos poderiam gerar lucro à economia.

Portanto, os moradores de ruas podem influenciar a economia de um país, além de representarem um descumprimento das leis, por parte do Estado. Nesse cenário, a fim de minimizar o número de sem-tetos, o governo deve, por meio do Ministério da Cidadania, disponibilizar vagas de empregos exclusivas a essas pessoas, além de moradias gratuitas temporárias àqueles que aceitarem o trabalho, até que esses indivíduos atinjam uma boa condição financeira. Dessa forma, esse problema social será menos comum no Brasil.