Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 18/03/2022
Na obra cinematográfica “Viver sem endereço” é retratada a vida de dois moradores de rua em Nova York, que vivem rodeados por perigos, incertezas e inseguranças. De maneira análoga à obra, no cenário brasileiro contemporâneo, os moradores de rua vivenciam inúmeros momentos de aflição, desespero e insegurança alimentar. Nesse sentido, isso ocorre devido à falta de políticas públicas e pelo aumento do desemprego no Brasil.
Percebe-se, a princípio, que as escassas políticas públicas destinadas aos moradores de rua é um fator agravante de tal questão social. Embora o artigo 6 da Constituição federal garanta os direitos básicos, como acesso à moradia, saúde e assistência aos desamparados, isso ainda não é visto na prática, pois diversas pessoas vivem em situação de vulnerabilidade extrema, sem quaisquer ajuda do governo. Desse modo, é perceptível a necessidade de programas sociais voltados ao bem-estar desses indivíduos.
Outrossim, o aumento do desemprego é uma variável que influencia diretamente no elevado número de moradores de rua no Brasil. Durante a pandemia da COVID-19, isso se agravou ainda mais, porque muitas pessoas perderam seus empregos, ficaram sem condições de pagar sua moradia e tiveram que recorrer às ruas. Segundo dados divulgados pelo G1, na pandemia, o número de pessoas sem emprego passou de 15 milhões. Dessa forma, observa-se o impacto que o desemprego causa na vida dos cidadãos brasileiros.
Portanto, diante do exposto, é mister que o Governo - responsável por garantir os direitos sociais - promova políticas públicas e auxílios sociais, por meio de verbas, afim de reiterar essas pessoas a sociedade e garantir o mínimo de direito e liberdade à elas. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego deve criar projetos sociais que insira a população em situação de rua ao comércio. Assim, essa questão social será minimizada com o passar do tempo.