Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 20/03/2022
O filme “De Olhos Abertos” de 2020, relata o cotidiano dos moradores de rua de Porto Alegre, que criaram o seu próprio jornal (Jornal Boca de Rua) como uma forma de sustento e uma ferramenta de denúncia. De maneira análoga a isso, essa parcela não possui visibilidade e sofrem com a falta de inclusão social. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito da população e a falta de agilidade do Estado.
Em primeiro plano, pode-se destacar a descriminação social sofrida por esse grupo, no que dificulta ainda mais no processo de inclusão. Desse modo, essas pessoas são vistas como invisíveis pela sociedade e até mesmo pelo IBGE, que até então, segundo ele, não é possível incluir essa minoria no censo populacional por não terem domicílio. Esse preconceito da sociedade faz com o que as pessoas julguem o motivo pelo qual levou esses moradores a viverem nessa situação, sendo que a principal causa é a escassez de renda. Dessa forma, é necessário ajudar esse grupo para que eles não se sintam marginalizados socialmente.
Além disso, é notório que o apoio do Estado é essencial para ajudar essas pessoas em situação critica. Consoante a isso, o artigo 5º diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”, ou seja, o Estado tem a obrigação de cuidar dessa parcela prejudicada. Sendo assim, o governo estatal deve aumentar a agilidade nas ações sociais para a inclusão da população.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar essa invisibilidade da população sem moradia. Por conseguinte, cabe ao Estado investir em projetos sociais por meio de campanhas envolvendo a alimentação, doação de roupas e produtos de higiene, para que essa população tenha direitos básicos trazendo maior visibilidade e consequentemente diminuindo a inclusão. Somente assim, será possível visualizar mudanças estruturais e significativas na construção de uma sociedade igualitária.