Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/04/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de problemas e conflitos. Na realidade brasileira, a falta de suporte à moradores de rua apresenta barreiras, as quais impossibilitam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal quanto da desumanização desse grupo perante a sociedade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeira análise, é importante pontuar que o problema deriva da falta de atuação dos órgãos governamentais no que concerne à criação de mecanismos que previnam tais recorrências. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar à população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. A baixa atuação das autoridades faz com que a população em situação de rua não tenha acesso à direitos básicos, como alimentação, saúde e segurança. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente
Em segunda análise, é imperativo ressaltar o preconceito que essa população sofre como promotor do problema. De acordo com o G1, moradores de rua têm 15 vezes mais dificuldade em encontrar emprego do que o resto da população. Partindo desse pressuposto, os moradores de rua se tornam cada vez mais reféns dessa situação devido falta de oportunidades e o preconceito que enfrentam. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, o que contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Logo, medidas exequíveis são necessárias para amenizar a situação. Dessarte, no intuito de mitigar o problema, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em parceria com as instituições de ensino públicas deve promover aulas gratuitas destinadas à quem vive em situação de rua, com materiais de qualidade e profissionais capacitados a fim de garantir à população acesso à educação e dessa forma possibilitar que ingressem no mercado de trabalho. Somente assim, atenuar-se-à em médio a longo prazo os impactos nocivos do problema e a coletividade alcançará a Utopia de More.