Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 07/11/2022

O filme “Viver sem endereço”, de 2014, retrata a história de Hannah e Tahir, dois moradores de rua que sofrem diversos desafios para tentar sobreviver na cidade de Nova York. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que indivíduos sem-teto passam por dificuldades extremas diariamente. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de auxílio do governo, mas também por causa da exclusão social no país.

Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para diminuir o número de pessoas sem-teto. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto isso não ocorre no Brasil. Conforme pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 2020, aproximadamente 221.869 indivíduos vivem em situação de rua. Diante disso, a falta de ajuda do governo contribui para o crescimento do problema.

Além disso, a exclusão social também pode ser apontada como promotora do problema. No filme “Coringa”, de 2019, é mostrado a segregração das classes mais baixas pela visão de mundo do personagem Arthur, um comediante que trabalha nas ruas e se sente invisível diante a sociedade. Nesse caso, assim como na realidade, muitos moradores de rua sofrem invisibilidade social e tornam-se alvo de crueldades. Consequentemente, esses atos ferem os direitos básicos de um ser humano.

Portanto, conclui-se que a falta de auxílio e a exclusão social são os principais pilares do problema. Assim, é necessário que Organizações Não Governamentais, responsáveis por ações solidárias, façam campanhas, por meio de fundações que acolham pessoas em situação de rua e garantam moradia, saúde e proteção, com o objetivo de auxiliar e reinserir esses indivíduos na sociedade e no mercado de trabalho. Enfim, visando uma realidade diferente abordada no filme “Viver sem endereço”.