Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 23/06/2022

No conto “O mendigo Sexta-Feira jogando no mundial” o escritor Mia couto, reflete sobre um morador de rua que assiste jogos da copa do mundo na frente de uma loja, e traz no peito a indignação de não ser visto em um mundo aonde o que mais vale é o dinheiro. De maneira análoga ao conto, podemos destacar o quão dura é a vida desses indivíduos que vivem sem serem notados pela sociedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes, o desemprego e vícios como a droga e o álcool.

Nesse sentido, podemos destacar o desemprego, um dos vilões para que as pessoas vá para rua. Desse modo, segundo dados do IBGE de 2022, mais de 184.000 indivíduos estão desabrigadas. Em relação a essa informação mais de 60% estão sem moradia por estarem desempregadas. Porém, sem ter como pagar uma moradia e lidar com as despesas, tentam amenizar tal problema se refugiando nos centros das cidades para pedir esmola, demonstrar artes em semáforos e até oferecer serviços para as pessoas, para assim tentar buscar uma sobrevivência.

É notório salientar que as drogas e o álcool são dois grandes motivos para que tenha tantos seres humanos nessa situação de rua. Consoante a isso, na citação do cantor britânico John Lennon em que diz, “As drogas me deram asas para voar, depois me tiraram o céu”, retrata problemas em que o cantor sofria na vida pessoal e procurou aliviar sua dores nas bebidas e drogas. Sendo assim, essas pessoas de ruas na maioria das vezes, encontram como forma de diminuir suas tristezas em tais vícios. No entanto, vem a dependência dia após dia, e vendem tudo que tem para sustentar suas necessidades, e por fim se veem sem nada, tendo como única solução se abrigar em becos, ruas, centros de cidades passando por dificuldades.

Portanto, se faz necessário medidas que venham diminuir esses números de pessoas morando nas ruas. Por conseguinte cabe ao Governo e ao Ministério de Desenvolvimento Social criar e oferecer empregos para esses individuos, implantar ONG’S com centros de reabilitações para viciados, criar projetos de doações com foco somente para moradores. Para que, somente assim, esses índices baixem e essas pessoas saiam dessa vida árdua e sofrida.