Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 05/11/2022
No livro “O Cidadão de Papel” o jornalista Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do Brasil. Nesse sentido, a crítica presente na obra se aplica na questão atual do país, onde há um alto índice de pessoas que moram na rua. Logo, essa situação é reflexo da concentração de renda no Brasil e o descaso governamental em relação a população em questão.
Em primeiro lugar, nota-se claramente a desigualdade social no Brasil, principalmente nas grandes metrópoles, onde está concentrada grande parte da população brasileira. Além disso, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil se encontra ocupando a nona posição dos países com mais desigualdade social no mundo. Logo, esses dados refletem na condição precária da vida dos moradores de rua e aumentam ainda mais a concentração de renda do país, onde o dinheiro permanece somenta com os mais ricos.
Ademais, de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, todos os indivíduos têm o direito à moradia, à alimentação, à segurança e à uma vida digna. No entanto, devido ao descaso governamental, esses direitos garantidos por lei não estão sendo praticados, uma vez que, em dezembro de 2021, segundo cadastros no CadÚnico, eram 158.191 pessoas vivendo nas ruas do Brasil. Com isso, necessita-se de atenção especial do Governo para com essas pessoas que estão em situação de rua.
Portanto, a fim de garantir uma vida digna para os moradores de rua no Brasil, cabe ao Governo Federal, por meio do redirecionamento de verbas, implantar campanhas sociais a fim de mobilizar a população a ajudar as pessoas que moram na rua, como a oferta de cestas básicas e produtos essenciais para a sobrevivência. Além de promover ações para inserir essas pessoas no mercado de trabalho, como a realização de concursos públicos abertos à toda a população, com o intuito de garantir a cidadania e diminuir o índice de moradores de rua no Brasil.