Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 03/11/2023
Segundo o filósofo John Locke, “É de todo cidadão o direito à vida, à liberdade e à propriedade”. Nesse viés, na conjuntura brasileira, a realidade se distancia do ideal, haja vista que a questão dos moradores de rua possui desdobramentos nocivos. Dessa forma, a arquitetura hostil e a falha na educação configuram desafios para redução do quadro em tela. Nessa lógica, é imprescindível a intervenção sociogovernamental, a fim de superar os obstáculos mencionados.
Em primeiro plano, vale destacar a integração da arquitetura hostil nas ruas das cidades brasileiras. De acordo com o escritor George Orwell, “Todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros”. Nesse sentido, o Estado, ao investir na construção de estruturas arquitetônicas inóspitas para os sem-tetos a busca por locais de descanso, favorece apenas uma parcela da população. Assim, o cenário discorrido fomenta a marginalização dos desabrigados, uma vez que tem suas necessidades negligenciadas.
Além disso, cabe evidenciar a deficiência do sistema educacional de qualidade no Brasil. Consoante o economista William Lewis, “A educação nunca foi despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido”. À luz disso, o cidadão sem moradia, resultado da falha do ensino escolar, enfrentou dificuldades em garantir boas condições de vida a si mesmo, visto que não foram disponibilizados recursos suficientes para ingressar nas instituições profissionalizantes. Logo, o perpetuado descaso do Governo acerca da reversão do supracitado, permite o crescimento de novas pessoas sujeitas a morar nas ruas do País, motivado pela baixa escolaridade.
Diante do exposto, faz-se necessário propostas governamentais que mitiguem a temática. Para isso, é fulcral que a mídia - grande difusora de informação e um potencial formador de opinião - promova a conscientização, por meio de campanhas, reportagens e propagandas, a fim de estimular o declínio da arquitetura hostil que provoca a exclusão social dos sem-tetos. Ademais, o Estado deve garantir a educação satisfatória dos brasileiros, por intermédio de investimentos financeiros nas escolas públicas, com o fito de proporcionar oportunidades aos indivíduos e, assim, evitar frustrações futuras. Com isso, ao efetuar tais medidas, será possível a resolução da problemática.