Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 19/03/2024
O filósofo e escritor Nietzsche, seguindo uma corrente niilista, fala sobre como os moradores de rua não são vistos pela sociedade como cidadãos. Tal afirmativa mostra a invisibilidade da população de rua e apresenta uma reflexão sobre como as pessoas, em sua maioria, tratam de uma maneira negativa aqueles com menor poder aquisitivo. Considerando isso, é possível estabelecer uma concepção de que pessoas menos favorecidas têm menores chances de melhorar de vida, e que sempre vai haver um grande descaso por parte daqueles que possuem privilégios sociais para com os de classe social mais baixa.
Analisando a problemática da vulnerabilidade social de moradores de rua, é de fácil entendimento que se uma pessoa nasce com baixas condições sociais, ela dificilmente conseguirá sair dessa situação. Em um conceito proposto por Karl Marx, um filósofo alemão, a ‘‘meritocracia’’ existiria em uma situação na qual todas as pessoas partissem de uma mesma base financeira e social, sem que houvesse distinção que influenciasse na possibilidade de um cidadão de ‘‘ser alguém’’.
Todavia, pessoas com grande poder aquisitivo, tendem a menosprezar, diminuir, ou simplesmente ignorar a existência daqueles que não possuem uma renda elevada. Com determinadas exceções, é possível observar o ‘‘Padre Júlio Lancellotti’’, um sacerdote brasileiro que dedica a vida na luta contra a chamada ‘‘aporofobia’’, que seria exatamente esse ódio e repúdio depositado por pessoas que se acham melhores por possuírem condições financeiras melhores.
Levando em conta todo esse triste cenário de pobreza recheado do descaso social, é indubitável a importância da mudança. Para isso, é necessário que o governo pare de invisibilizar os moradores de rua, mostrando que os mesmos existem e são importantes, conscientizando a população desde cedo, e criando normativas para a diminuição da desigualdade social. Só assim teremos uma sociedade justa e igualitária, e com a possibilidade de uma meritocracia proposta por Karl Marx.