Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 25/05/2026
Historicamente, desde o período colonial e sedimentado pela Ditadura Militar, o aparato de segurança do Estado foi desenhado para a proteção da propriedade pri- vada das elites e para o controle social das massas consideradas perigosas. No mundo atual, principalmente no Brasil, é possível verificar que há a persistencia desse cenário nas novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Tal situação tem a herança histórica brasileira e a falta de participação popular na formulação de políticas públicas como geradora e fomentadora, respectivamente.
Dado o exposto, cabe considerar a herança do período colonial como geradora persistência do totalitarismo e que encontra raízes na forma excludente como o a - vanço técnico se consolidou no país. Desde a Revolução Industrial no século XVIII, o acesso às inovações tecnológicas foi centralizado nas mãos das elites econômicas, dinâmica que se repetiu no Brasil por meio de uma modernização tardia e desigual. Na contemporaneidade, esse legado arcaico se reatualiza por meio do monitoria - mento de redes sociais, que geram publicidade de acordo com o perfil do usuário. Como reflexo, a população é afetada por esse abismo a medida em que sua privacidade de dados é cessada. Consequentemente, impedindo a consolidação de uma cidadania digital equitativa e privada.
Ademais, convém destacar a falta de participação popular na formulação de políticas públicas como causa fomentadora de questão. Isso encontra eco nas análises do historiador José Murilo de Carvalho sobre a formação do Brasil, na qual a “cidadania incompleta” se originou do fato de os direitos terem sido outorgados de maneira vertical pelas elites dirigentes, sem o envolvimento ativo da sociedade. No Brasil atual, esse distanciamento persiste, visto que as medidas governamentais para o setor são elaboradas sem ouvir as reais demandas da comunidade sobre o tema. Diante dessa falta de representatividade, o Estado não faz políticas públicas de acordo com as necessidades da população e assim, inserindo um limite para o totalitarismo vigente.