Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 03/09/2019
O filme alemão “Ele está de volta” relata um possível cenário distópico sobre a volta de Adolf Hitler nos dias de hoje. Com os avanços da tecnologia, é possível verificar a facilidade com a qual o ditador nazista, mais uma vez, ganha credibilidade dentro do país. Dessa forma, é possível perceber que a Era Tecnológica tem sido um agente importante para a disseminação de ideias, porém, muitas vezes, acaba por disseminar, também, o ódio e a repressão. Então, apesar de o mundo virtual aproximar as pessoas, ele também tende a afastá-las, ao trazer consigo o estímulo à prática do mal.
Em princípio, verifica-se o papel das redes sociais como manifestação política de jovens e adultos. A exemplo, a Primavera Árabe ficou conhecida por ter sido a primeira onda de manifestações contra governos totalitários em que as redes sociais foram importantes meio de trocas de informações entre os manifestantes. Em contrapartida, há quem utilize desse meio para propagarem discursos de ódio, como aconteceu nos Estados Unidos, em Charlottesville, em que uma onda nazifascista renasceu em 2017, através de universitários da extrema direita e, que, pelas redes sociais obtiveram ampla divulgação de seus preconceitos. A sociedade do espetáculo, portanto, colabora para a ocorrência de tais fatos.
Além disso, o excesso de informações do qual a população dispõe nos dias de hoje, traça um paralelo com a superficialidade indesejada. Com a extrema velocidade esperada da contemporaneidade, as pessoas não estão dispostas a dedicarem tempo de suas vidas em busca de informações, contentando-se com o mínimo, sem sequer compreender a veracidade. Isso pode ser verificado com o grande palco obtido pelas Fake News ao redor do mundo, que possibilitaram, até mesmo, a eleição de presidentes, como o caso norte-americano, em que, devido ao apoio de notícias falsas, Donald Trump, um líder abertamente racista e homofóbico, ganhou sua credibilidade e seu cargo.
Logo, fica evidente que na época tomada pelas tecnologias, a aproximação trazida pelos avanços podem não ser sempre positivos. Então, cabe às escolas garantirem que em seus currículos esteja presente o ensinamento político, para desenvolver o senso crítico e despertar engajamento dos alunos, por meio de debates e argumentações, principalmente em conjunto às aulas de História, garantindo, os jovens cresçam com a noção das grandes atrocidades cometidas em um período militar em um país. Com isso, a escola irá também permitirá que os alunos realizem o julgamento das notícias de forma mais crítica. Por fim, o Estado deve fiscalizar possíveis levantes instituídos de discursos de ódio, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático, e julgá-los de acordo com as leis para garantir, enfim, a segurança e liberdade de manifestação, sem ferir os direitos respaldados na ONU, a fim de não permitir a volta de ditadores para nosso tempo.