Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 16/10/2019

Na série americana Black Mirror, há o retrato crítico sobre o uso das tecnologias e como elas podem afetar nossa maneira de pensar e agir. Posto em análise as questões que englobam essa problemática, é evidente que, de forma análoga, a sociedade contemporânea vivencia o mesmo empasse em relação a temática, que acarreta na restrição de pensamento e alienação da população que não busca novas maneiras de pensar ou de mudar suas ações, em diversos casos, disposta a pensar somente naquilo que lhes é dado como verdade.

É indubitável que a era tecnológica trouxe novas maneiras de instaurar ideologias totalitárias, como uma forma de restrição do pensamento dos indivíduos. Nesse contexto, é importante enfatizar que, apesar de parecer algo tão grandioso e perigoso, pode não ser, por exemplo, o simples fato de buscas onlines serem filtradas para mostrar somente aquilo que agrada o gosto particular de cada indivíduo, já é uma forma de totalitarismo, obstruindo novos conhecimentos, de novas áreas.

Além disso, é apropriado salientar que segundo o Mito da Caverna de Platão, os homens que estão acostumados com a realidade de dentro da caverna, preferem manter-se dentro dela, pois sentem medo de encontrarem a verdade no mundo exterior a ela. De maneira análoga, a sociedade contemporânea encontrasse no mesmo dilema com as informações que lhes atingi diariamente, preferindo, muitas vezes, não refletirem sobre temáticas importantes, limitando-se a um pensamento fechado e alienado.

Portanto, é notória a problemática das novas formas de totalitarismo na era digital. Logo, vê-se necessário que o Ministério da Educação insira na grade curricular aulas de tecnologia, que ensine e explique maneiras de usar a internet, além de demonstrar a amplitude de dados que podem ser acessados em apenas minutos, incentivando os jovens a quererem saber mais do assunto. Ademais, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação deve criar um programa que minimize filtros onlines, usados para a distinção daquilo que o indivíduo tem acesso, ampliando temas e discussões que antes não eram colocados para os indivíduos. Com isso, objetiva-se a construção de uma sociedade mais questionadora e inserida em temáticas relevantes para seu crescimento intelectual e social, que saia de sua zona de conforto e não se insira nas novas formas do totalitarismo.