Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 05/09/2019
As primeiras décadas do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcadas por consideráveis avanços científicos, dentre os quais destacam-se as tecnologias de informação e comunicação (TICs). Nesse sentido, tal panorama promoveu a ampliação de acesso a computadores, smartphones e outros dispositivos que se conectam à internet. No entanto, nota-se que o mau uso das TICs têm apresentado novos desafios para as sociedades contemporâneas como a possibilidade de controle populacional. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: A perda de alteridade e o desenvolvimento de mal estar psíquico.
Primeiramente, é factual que as informações adulteradas e moldadas corroboram para a perda da originalidade. Nesse raciocínio, percebe-se o interesse em padronizar as psiques das pessoas tornando-as cada vez mais parecidas e sem divergência de opiniões. De acordo com o pensador francês Pierre Bordieu, “aquilo que foi criado para ser um instrumento da democracia, não deve ser convertido em uma ferramenta de manipulação”. De maneira análoga, observa-se um potencial crescimento do controle populacional por meio das TICs.
Além disso, a fusão de elementos controladores e totalitários faz com que as pessoas se sintam cada vez mais presas e similares, e pode fazer com que doenças psicológicas apareçam. Ademais, são irresponsáveis, embora comuns, grandes empresas desenvolvedoras de mídias virtuais que negligenciam essas ameaças a saúde mental do ser humano afim de apenas lucrar, logo, tornam-se cada vez mais comuns transtornos mentais e psíquicos hodiernamente, no Brasil e no mundo.
Em suma, as tentativas de controle populacional por meio das TICs são um complexo desafio hodierno e precisam ser combatidas. Dessarte, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações buscar, de volta, e fortalecer, a alteridade e a saúde emocional perdida. Isso pode ser feito por meio de canais de comunicação nas mídias virtuais (haja vista que as mesmas já fazem parte do cotidiano das pessoas) fazendo a distribuição de e-books didáticos sobre a sociologia de Pierre Bordieu e saúde emocional, visando alcançar novamente a alteridade e a saúde mental. Em paralelo, deve-se realizar, também, a distribuição de e-books didáticos sobre a filosofia criticista de Kant, para fazer com que a população compreenda o conceito de menoridade, no qual as decisões são tomadas por influência de outras pessoas. Assim, então, existirá uma sociedade consciente e de acordo com a maioridade de Kant.