Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 01/10/2019
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a liberdade a todos. No entanto, na era tecnológica a facilidade de ter acesso às informações há uma falsa impressão de liberdade. Isso se evidencia não só no aumento do consumo exacerbado, como também na restrição dos defensores ideológicos sem olhar para o próximo com respeito.
Em primeira instância, é importante ressaltar que as pessoas são facilmente conduzidas a consumir produtos que não precisam, mas desejam. Com o advento das Revoluções Industriais no século XVIII, as informações e conteúdos começaram a fazer parte do cotidiano da sociedade e o acesso foi facilitado. Contudo, as empresas perceberam um meio que corrobora para um crescente exponencial das compras, a tecnologia e abrangência de pessoas atingidas. Por conseguinte, as propagandas invadem os meios comunicativos, e a falta de senso crítico dos cidadãos faz com que sejam manipulados a obter produtos para terem satisfação pessoal. Como dizia Zygmunt Bauman, vive-se atualmente um período de liberdade ilusória. Nesse viés, percebe-se que a falsa sensação de poder na escolha assola grande parte do tecido social.
Ademais, convém relacionar ainda que os inúmeros conflitos ideológicos que surgem pelo fato de os indivíduos não terem sensibilidade e o interesse em analisar os pontos de vistas contrários. De acordo com Eli Pariser, os homens não conseguem lidar com o diferente, e se fecham em suas bolhas, sendo o algoritmo um grande colaborador. Nesse contexto, torna-se notório o monitoramento feito nas redes de computadores, as notícias e publicações que são baseadas nas preferências de cada pessoa. Em consequência disso, a sociedade se limita aos seus gostos e prazeres sem conseguir ter um olhar amplo em todos os contextos. Logo, muitos discursos e ideologias tornam em conflitos por não respeitarem as divergências e não compreender os pontos positivos do outro lado do ego.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que as garantias previstas na lei sejam efetivamente cumpridas na comunidade. Cabe ao Ministério da Educação em consonância com as escolas adicionarem na grade curricular disciplinas voltadas a educação virtual e o senso crítico perante a tudo que é imposto às mentes, com o objetivo de não serem engodados e manipulados pelas publicidades. Além do mais, fornecer palestras semanais para os discentes e famílias, a fim de ensiná-los a analisar todas as ideias e respeitar as diferenças não se restringindo a pensamentos formados devido um único ponto de vista. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.