Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 12/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), assegura a todo cidadão o direito à vida, à liberdade de expressão e ao bem-estar físico, psíquico e social. No entanto, o cenário visto pelas novas formas de totalitarismo na era da tecnologia, no Brasil, impede que isso aconteça na prática, devido a narrativa corporativa e publicitária sobre as tecnologias e a evolução que atingiu um ponto de inutilidade e disfuncionalidade para os brasileiros.

Cabe, a princípio, diagnosticar uma das causas desse problema. Para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que se encontra, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de que certos setores da sociedade melhorem, a exemplo do uso da mídia, games e dispositivos móveis, com o intuito de amenizar o ódio, o mal estar-psíquico e anomia que esses aparelhos difundem nos cidadãos.

Ademais, convém ressaltar, também, a Constituição Cidadã de 1988, em vigor até os dias atuais, como uma das razões para a permanência dessa problemática. Nessa perspectiva, conforme o pensamento de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, de que a política existe para garantir a igualdade e felicidade de todos, encontra-se deturpado no país, haja vista que a criação e expansão das redes de informação resultaram em um mal a ser combatido, por terem chegado mais rápido que o conhecimento e conduzido o país para o paraíso da comodidade.

Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o governo, em parceria com os Estados e o Ministério da Educação e Cultura, financie projetos e diretrizes relacionados às formas de totalitarismo na era da tecnologia, por meio de verbas governamentais e de uma ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates sociais. Além disso, torna-se de suma importância que o cidadão opte pelo hábito de leituras e pesquisas em livros, com a finalidade  reduzir as causas e  consequências negativas da comodidade virtual.