Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 21/02/2020

G. Orwell em sua obra, 1984, descreve uma realidade distópica na qual o Estado monitora o cidadão de forma perene por toda sua vida. Essa perspectiva deixa de ser somente fictícia quando comparada à realidade contemporânea. No Brasil, notável parcela da população usa redes sociais para se informar e na China há uma política de monitoramento tão abusiva quanto a observada na obra de Orwell.

O Brasil é o país que mais usa as redes sociais para se informar. É evidente que essa característica da população brasileira a torna mais suscetível à disseminação de “fake news”, tendo em vista que os agentes do jogo político passaram a investir na disseminação de “fake news” para beneficiar seus respectivos candidatos. Isso acontece pela falta de instrução do povo em como reconhecer uma notícia falsa.

Na China está sendo implantada uma política de “adestramento comportamental”, isto é, o governo chinês está construindo um onipresente " sistema de crédito social", por meio do qual o comportamento de cada um dos 1,3 bilhão de cidadãos será pontuado em uma espécie de “ranking” de confiança. Portanto, é notável que a população sem a devida instrução pode aceitar políticas públicas que invadem a privacidade da vida particular.

Dessa forma, é indubitável o perigo da ascensão de regimes totalitários que tem como base na internet sua promoção e manutenção. O Ministério da Educação (MEC), a fim de atenuar o problema, deve ordenar que todas as escolas públicas do país ensinem sobre a importância da privacidade da vida particular e também como identificar notícias falsas nas redes sociais. Dessa forma, o Brasil se distanciará gradativamente da possibilidade de um regime totalitário.