Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 28/09/2019

No filme Fahrenheit 451, governos autoritários impediam quaisquer tipos de leitura e escrita. Para isso, disseminou erroneamente a ideia de que a tecnologia fazia parte do progresso e que os livros representavam o passado. Fora da ficção, a falsa ideia de progresso da tecnologia, aliada ao trágico uso dela para manipular a população, possibilitou novas formas de totalitarismo na sociedade. Diante disso, cabe analisar as causas e consequências do uso da tecnologia como forma de manipulação, sendo algumas delas o controle de dados por empresas na internet e a perca da soberania individual das pessoas.

Em primeiro lugar, o controle dos dados de usuários pode resultar em governos totalitários. Isso pode ser verificado no livro “1984” de George Orwell, em que chefes de Estados autoritários controlavam a população, por meio de uma vigilância contínua e infalível, chamada de Teletela, o que manipulava os indivíduos e impediam possíveis revoltas. De maneira análoga, o uso de dados contribui para que Governos autoritários controlem a população através de seus gostos e com a disseminação de fake news. Dessa forma, a utilização da internet de forma inadequada possibilita o aparecimento de Governos ditatoriais, sendo necessário uma melhor regulamentação e estabelecimento de limites para cada país.

Em segundo lugar, a defesa irrestrita da liberdade individual é imprescindível para impedir o surgimento do autoritarismo. Segundo o filósofo utilitarista Stuart Mill, sobre seu o corpo e mente, o indivíduo é soberano. Sob essa perspectiva, o cerceamento da liberdade individual representa a destruição de sua própria soberania individual, sendo comparável pelo próprio filósofo com a perca da autonomia de seu corpo. Nesse contexto, as novas formas de totalitarismo na era tecnológica promove a perca da liberdade individual e rompe com direitos universais como a liberdade e a soberania de seu próprio corpo, o que torna necessário medidas que regulamentem a tecnologia.

Portanto, o uso da tecnologia pode trazer de forma maléfica a perca da liberdade. Para que a regulamentação do uso de dados na internet seja mais eficiente, urge que a Organização Das Nações Unidas, promova o debate sobre o limite do uso dados pelos Governos e Empresas, por meio de Fóruns Mundiais que tenham participação de diversos países como o Brasil e também diretores de empresas de comunicações como Facebook, Twiter e Google. Somente assim sociedades distópicas e maléficas a liberdade dos indivíduos como a do filme Fahrenheit 451 e a do livro “1984”, ficarão distantes da realidade social do Brasil.