Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 16/09/2019
O mundo finalmente entrou na era tecnológica, não com carros voadores, como era retratado em filmes e desenhos antigos, mas com aparelhos contendo menos de 20 centímetros de altura, tendo todas as informações que procura a um único toque. Dessa maneira, era esperado que que as pessoas fossem mais inteligentes e informadas, porém a tecnologia também trouxe as redes sociais, com seus algorítimos, criando intolerância.
Esses algorítimos pegam as informações da pessoa, como os assuntos que ela mais curte e compartilha, dessa maneira ele começa a mostrar mais amigos e publicações que se assemelham com os ideais dela. A partir dai todas as opiniões divergentes propendem a serem ignoradas, já que a identificação que a pessoa possui, tendem a interferir na forma em que o cérebro processa as informações, segundo a pesquisa feita pelo professor Van Bavel, criando indivíduos totalitaristas e intolerantes.
Seguindo esse raciocínio, fica evidente que persuadir a população é algo extremamente fácil, basta “se dirigir ao menos inteligente para influenciar as massas” , como é apresentado na fábula “O Galinho Ingênuo”. Isso ficou claro nas eleições de 2018, na qual os brasileiros se dividiram de maneira maniqueísta e se tornaram totalmente aversos a opiniões diferentes.
Desse modo, é necessário que redes sociais como o Facebook, altere esse algorítimo com publicações relacionadas a política, para as pessoas terem mais acessos a pensamentos contrários ao seu, além de conferir a veracidade das notícias disseminadas, para diminuir o controle mental que algumas pessoas tem sobre outras, fazendo com que o ser humano se torne mais tolerante.