Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 24/09/2019
Após a primeira guerra mundial, regimes autoritários ganharam força devido ao perfil carismático dos líderes e pelo grande uso da propaganda. Apesar desse apoio popular, esses sistemas foram responsáveis pela criação de uma nova guerra, além de disseminar o preconceito contra etnias diferentes. A partir desse fato, nota-se que a presença de novas formas de totalitarismo vigora na sociedade atual. Isso ocorre por meio do monitoramento da população, além da manipulação dos veículos de massa.
Nesse sentido, é válido destacar que a vigilância excessiva dos indivíduos pelo Estado afeta a capacidade dessa pessoa desenvolver autonomia. Segundo Michel Foucault, importante filósofo contemporâneo, O Estado a todo instante tenta moldar os pensamentos dos cidadãos, por intermédio da supervisão das pessoas, com o objetivo de tornar a sociedade mais dócil e acabar com a manifestação de revoltas contra o governo. Nesse contexto, ao não poderem expressar a visão deles, os cidadãos perdem a capacidade de raciocinar criticamente. Desse modo, a população fica à mercê dos governantes.
Além disso, a influência dos veículos de comunicação padroniza o pensamento do povo. De acordo com Adorno, filósofo da escola de Frankfurt, o conteúdo programático dos canais de televisão é baseado no aspecto mercadológico para favorecer o comércio da cultura. Nesse cenário, as pessoas têm acesso a poucos materiais educativos, visto que as empresas selecionam aquilo que dá mais lucro. Assim, o corpo social fica cada vez mais homogeneizado, já que eles são manipulados pela indústria cultural.
Portanto, é evidente que medidas são necessárias para contornar o surgimento de novas maneiras de totalitarismo. A ONU deve discutir o limite de controle de fiscalização sobre os indivíduos, por meio da convocação de reuniões com os países-membros, com a presença de aparatos tecnológicos que mostrem a perda de desenvolvimento do cidadãos após o monitoramento excessivo, com o objetivo de diminuir essa prática. Além do mais, cabe aos Estados Nacionais realizarem a troca de conteúdo programática na impressa, por intermédio de políticas que estimulem a criação de canais educativos, com maior diversidade de canais, a fim de reduzir a padronização do pensamento. Com isso, a realidade atual do mundo distancia-se do período de nascimento dos regimes autoritários.