Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 24/09/2019
Na obra filosófica “O Banquete”, de Platão, há um diálogo sobre o amor e suas consequências. Não obstante, o diálogo do intelectual Fedro defende que o amor desperta o que há de melhor no ser humano: as virtudes. Contudo, as novas formas de totalitarismo presente na era tecnológica rompe o amor entre a sociedade condicionada e o Estado autoritário. O Poder público amplia a problemática cada vez mais.
Primeiramente, é indubitável que o totalitarismo é uma forma de controle social por meio de ideologias políticas. Aliado a isso, a série, britânica, Black Mirror evidencia o episódio “Queda Livre”, em que a população está sobre o domínio de um sistema de pontuação que avalia os comportamentos da sociedade. Similarmente, o Poder público aproveita da liberdade tecnológica para estabelecer o cruel autoritarismo sobre a população com o manipulação de dados que só beneficiam o próprio Estado.
Nesse contexto, o poder público segue em constância com a problemática quando não respeita a privacidade na esfera digital sem manter o monitoramento de dados. Atrelado a isso, o site BBC revelou, em 2017, que um sistema de crédito social, administrado pelo Estado, está em planejamento na China, através do qual o comportamento de cada cidadão será pontuado em um ranking de confiança, ou seja o Poder público nada faz para sanar a problemática e ainda estipula um controle social mascarado de liberdade tecnológica.
Portanto, medidas sociais devem ser efetivadas. A campanha “Não ao controle” poderia funcionar de modo prático, em que a população organizaria manifestações contra o monitoramento de dados na esfera digital causados pelo Estado. Ademais, é necessário que essa campanha seja disseminada pela internet com dados de controle para ilustrar os perigos do totalitarismo digital e auxiliada pelo Ministério da Comunicação, para assegurar que a mensagem dos brasileiros, que procuram a virtude supracitada por Fedro, seja esclarecida ao governo.