Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 24/09/2019
Hodiernamente, a sociedade do século XXI de tão naturalizada às tecnologias a ela imposta, entende que a relação homem e máquina deixou de atender apenas à caprichos e entrou num patamar que coloca ambas as partes em uma situação de dependência mútua. De maneira análoga, dentro da biologia é possível encontrar um termo que se assemelha em muito com a ideia apresenta no início deste parágrafo: a simbiose. Simbiose nada mais é do que a convivência entre duas espécies distintas em que, todos saem beneficiados e tal associação é obrigatória para a sobrevivência dos seres envolvidos. Mas analisando o mundo tal como ele é observado nos dias atuais, é possível dizer com firmeza que a relação homem e tecnologia beneficia e é obrigatória à humanidade?
O totalitarismo imposto pelo mundo moderno a partir das frentes revolucionárias tecnológicas é manipulado de tal forma pela oligarquia do referido mercado, que em grande parcela da população ele é tido como imperceptível. A verdade é que com o advento da internet e outros mecanismo, ficou mais fácil apresentar à rede e suas respectivas empresas, dados pessoais, gostos e idealizações de consumo. Todas essas informações são transformadas em gráficos e conteúdos que mais tarde serão transmitidos ao mesmo usurário na forma de produto e posterior lucro e poder às indústrias do ramo.
A contemporaneidade foi responsável por impôr um elemento característico da atual sociedade: a rapidez. A tecnologia encontrou um terreno fértil diante uma população tão dependente da velocidade, do “just in time”. A otimização e a facilidade proposta pelas máquinas permitiu a inserção da mesma como estrutura fundamental dentro da comunidade e vem ganhando cada vez mais espaço. Consequentemente, a comodidade propagada pela tecnologia permeou uma alienação social em que, a crença que a tecnologia veio para cobrir todas as brechas do conhecimento humano, reduz exponencialmente a busca por novos paradgimas e o questionamento de problemas já existentes, contentando-se apenas com aquilo que lhes é imposto pelos meios tecnológicos.
O primeiro passo na resolução de qualquer problema é a sua detecção. Além do mais, vale-se despertar o pensamento crítico que vem se perdendo através de ações promovidas por escolas e a própria família, visando assim apresentar os perigos escondidos por detrás das máscaras tecnológicas e como se esquivar deles. Consequentemente, deve-se impulsionar o Ministério Público na vigilância dos meios tecnológicos e suas respectivas consequências, barrando atos indevidos viabilizados pela modernidade. E claro, necessita-se cobrar leis mais rígidas ou em alguns casos, leis novas condizentes com os novos equipamentos, do Legislativo e sua devida regulamentação no Executivo, impedindo a facilidade encontrada por empresas que utilizam-se de mecanismos ilícitos na aquisição de capital.