Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 03/10/2019
Desde a Revolução Francesa deflagrada em 1789, a humanidade vem numa luta incessante contra todas as formas de absolutismo. Primeiro contra os Estados distópicos e, recentemente, contrapondo-se às grandes empresas que querem dominar o mercado. Essa batalha é importante para garantir a liberdade plena do indivíduo, mesmo diante do avanço da tecnologia que cria novas forma de totalitarismo.
Em primeiro lugar, é importante garantir a liberdade individual. Contudo, com a advento da rede mundial de computadores, essa liberdade passa a ser apenas uma sensação, haja vista que governos e empresas rastreiam os acessos dos usuários. Por conta disso, montam um perfil de acordo com os seus interesses para manipular e interferir nas escolhas dos internautas. Conhecendo-se o gosto, eles mantém o controle e estimulam o desejo coletivo. Esse mecanismo de integração corrobora com o que o filósofo Alemão Max Horkheimer chamou de cultura de massa, ou seja, a industria cultural, nas suas diversas formas, atua para dominar e obter lucro. Como se vê, o desafio da humanidade é se livrar dessa teia que a aprisiona.
Outrossim, o avanço da tecnologia trouxe facilidades, todavia veio com novas formas de dominação. Isso se explica por estar tudo conectado. Na contemporaneidade, não se faz negócios sem internet. Esse fato, fez surgir os gigantes no mercado, como por exemplo a google que, no Brasil, responde por 92,15% de todas as buscas na internet, segundo o site tecnoblog. Diante disso, vê-se o quanto é difícil lutar contra essa dependência dos gigantes do mundo virtual.
Infere-se, desse modo, que a humanidade é prisioneira do totalitarismo da era tecnológica. Diante disso, a Organização das Nações Unidas (ONU), criada após a segunda Guerra Mundial, para estabelecer a paz global. Terá que orientar os países membros, por meio das assembleias gerais, a criarem leis que proíbam empresas e governo invadirem a privacidade do povo para os seus diferentes fins. Assim, serão respeitadas as liberdades individuais e o direito de se fazer as próprias escolhas.