Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 07/10/2019

É notório que, o interesse governamental sob as novas tecnologias e novas formas de comunicação, apresentam um novo campo social a ser explorado. A tecnologia modificou para sempre as relações humanas, ao mesmo tempo, que nos obriga a um olhar mais detalhado as novas formas de poder que surgem nessas novas formas de interação social.

O filme alemão “A Onda” expõe a terrível realidade, o totalitarismo não está morto, os ideais de superioridade, união, poder e controle ainda são perseguidos pelas novas gerações. Atualmente, na China ocorrem conflitos oriundos da necessidade de controle estatal sobre a vida do cidadão chinês, a necessidade de classificação e  reconhecimento dos cidadãos acarreta um estado de anomia social, onde o reconhecimento facial é utilizado inescrupulosamente afim de reprimir ainda mais a população chinesa.

Sendo assim, a tecnologia que antes era almejada como sinônimo de desenvolvimento, hoje há percebemos com um olhar mais intrínseco a  natureza humana, series como Black Mirror, nos transportam para essa nova sociedade, regida por novas regras sociais de “verdades paralelas” que modificam e questionam a realidade e a própria necessidade do uso constante e indiscriminado da tecnologia. A percepção aterrorizante de que a tecnologia empregada em celulares comuns é o principio desta distopia, e que mais do que nunca, a tecnologia mostra-se como um terrível futuro.

Fica claro que, as novas formas de totalitarismo foram profundamente modificadas pelas novas ondas tecnológicas, que estão cada vez mais sendo utilizadas seja de forma explicita ou implícita por diferentes grupos sociais que almejam o controle sobre as novas narrativas que surgem. Cabe a sociedade reivindicar um uso responsável da tecnologia, como também cabe aos governos comprometer-se a  declinar os ideias totalitários que se semeiam em seus territórios. Desta forma, empregando a tecnologia a serviço da democracia e da ética, respeitando as liberdades individuais e coletivas dos cidadãos.