Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 09/10/2019
No século XX, a atuação de regimes totalitários, como o nazismo e o fascismo, causou a 2ª guerra mundial. Atualmente, com a evolução da tecnologia possibilitou a ascensão de uma nova forma de totalitarismo que, devido à capacidade de maior coleta de dados pessoais bem como a intensa manipulação de comportamento dos indivíduos, promove o controle mais abrangente e profundo da população.
Pode-se perceber que, a era tecnológica potencializou a habilidade de coleta e centralização de informação, devido ao acesso aos algoritmos cibernéticos assim como às informações pessoais contidas nas redes sociais. Segundo a Open Data City alemã, órgão mundial responsável por garantir a transparência entre governos e cidadãos, a NSA, Agência de Segurança Nacional americana, é capaz de capturar 1 bilhão de vez mais dados que o Stasi, órgão de vigilância da Alemanha nazista, considerado o mais intrusivo já criado. Logo, nota-se que, as novas tecnologias podem ser usadas como ferramenta para que regimes totalitários possam exercer seu caráter intrusivo e controlador.
Além disso, os meios de comunicação criados após a 2ª guerra mundial, resultado do extenso avanço tecnológico, podem ser usados para promover manipulação das massas. A prontidão dos métodos de distribuição de informação, como televisão e internet, auxilia governos a difusão incisiva de conteúdo de seu interesse, como também exercer franca censura à mídia. Na Coréia do Norte, a rede televisiva possui, apenas, quatro canais, todos controlados pelo Estado. Os norte-coreanos são proibidos de assistir a qualquer outro conteúdo, sendo os desobedientes punidos com a morte. Com isso, é evidente que os novos meios tecnológicos podem ajudar governos ditatoriais a divulgar suas ideologias para controlar os cidadãos e, assim, fortalecer sua autoridade.
Desse modo, é necessário evitar que os aparatos tecnológicos sejam usados de forma prejudicial como ferramenta para estabelecer novos regimes totalitários. Para isso, é preciso que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas oriente, por meio de palestras em conferências internacionais, a aderirem a política de Open Data City, plano que promove a transparência entre os governos e seus cidadãos, ao tornar público o uso que faz das informações nacionais gerais. Ademais, faz-se necessário que a UNESCO, junto aos órgãos de educação de cada Estados, busque, por meio de exposições nas escolas, orientar os jovens quanto as características de governos autoritários e seus métodos de ação na atualidade, assim como instruí-los a evitar colocar na internet dados pessoais que podem ser usados para a manipulação dos indivíduos.