Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 29/10/2019

No filme “Mãos Talentosas”, Bem Carson, jovem negro, tornou-se o melhor neurocirurgião do mundo graças aos estudos e disciplina que foi imposta por sua mãe. Fora da ficção, a sociedade brasileira vive um aumento do número de jovens que estão sem estudar e sem trabalhar. Entretanto, o aprendizado e o exercício de um ofício são fatores que auxiliam na ascensão social, e, a partir disso, problemas como o da previdência não existiriam.

Em primeiro lugar, cabe salientar que a educação é a melhor forma de mobilidade social. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa forma, ela é um dos principais impulsionadores para a mudança de classe social, ou seja, a sair da pobreza para classe média ou rica. Não obstante, essa educação não necessariamente se baseia em conquistas de títulos acadêmicos ( graduação, mestrado e doutorado), também pode estar relacionado a vendas, inteligência emocional e financeira. A exemplo, pode-se citar Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, pelos meios tradicionais e o empresário Flávio Augusto, de forma não ortodoxa.

No entanto, alguns impasses são ocasionados por essa geração conhecida como nem-nem, pois nem estudam e nem trabalham. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 23 milhões de jovens estão nessa classificação. Concomitante a isso, o Brasil vive uma crise na previdência social, que poderia ser facilmente solucionada se a maioria dos jovens e adultos estivessem empregados, aproveitando o bônus demográfico, momento no qual a população em idade economicamente ativa é maior que a inativa. Logo, como quanto maior o nível educacional maior a chance de ser empregado, conforme os estudos da Wiser Educação, se o problema social fosse resolvido, a adversidade econômica também seria.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para resolver o quadro atual. Para que os índices de jovens que nem estudam nem trabalham seja mitigado, urge que o Ministério da Educação (MEC) junto com as empresas privadas invistam na educação de crianças e adolescentes por meio da criação um projeto social chamado “somos educação”. Esse plano consistirá em empresas credenciadas pelo MEC bancar o estudo dos nem-nens e após o término deles, contratá-los. Assim, será possível observar mais exemplos como o de Ben Carson, Joaquim Barbosa e Flávio Augusto, além de uma sociedade mais igualitária.