Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 29/10/2019
O livro “1984”, de George Orwell, aborda a questão do totalitarismo, aliado à tecnologia, como grande manipulador da sociedade. Nesse contexto, a ficção se torna mais crível no mundo real à medida que os governantes utilizam novas tecnologias para realizarem atitudes despóticas. Concomitantemente, a internet é usada amplamente, como na espionagem cibernética, e no surgimento e manipulação das milícias virtuais.
Em princípio, é preciso reconhecer a falta de transparência dos políticos no que tange às informações que são mantidas em vigilância. Analogamente, o caso de Edward Snowden, que foi noticiado pelo jornal G1, revela uma grande rede de espionagem do governo norte americano. Com isso, a tensão se espalhou e Snowden foi obrigado a fugir dos Estados Unidos acusado de traição. Assim, essa conjuntura torna necessário o debate acerca das liberdades e da transparência dos Estados.
Por outro lado, governos também têm atuado de forma ativa, por meio das chamadas “milícias virtuais”. Nesse sentido, nas eleições de 2018, a Folha de São Paulo fez uma denúncia jornalística, afirmando que o candidato à presidência, Jair Bolsonaro, teria usado robôs para o envio massivo de mensagens polarizadoras e falsas, as “fake news”. Em decorrência disso, grupos militantes se tornam mais comuns e extremistas no meio virtual, agredindo opositores com o chamado “linchamento virtual”.
Por fim, a mídia tem um papel fundamental, ao atuar na checagem de fatos de notícias virais, usando as mesmas ferramentas que podem ser manipuladas pelo governo, como as redes sociais, a fim de democratizar a informação e possibilitar um debate mais saudável. Destarte, o Ministério da Justiça precisa zelar pela segurança das informações da população. Em síntese, a tecnologia trouxe recursos que podem aproximar a realidade da distopia em “1984”, mas, se bem utilizados, podem servir como prevenção e proteção contra esse tipo de realidade.