Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 29/11/2019
O livro “Era dos extremos”, do historiador Eric Hobsbawn, retrata as problemáticas oriundas do século XX, como a herança totalitária. Por conseguinte, na contemporaneidade, há novas formas de totalitarismo, haja vista a sua inserção na era tecnológica. Outrossim, cabe analisar as características de um sistema totalitário, assim como sua relação com a modernidade líquida, para que medidas sejam efetuadas.
Primordialmente, é notável que o totalitarismo é análogo ao nazismo e fascismo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No entanto, algumas características dessa transgressão são perpetuadas no século XXI de acordo com a obra “As origens do totalitarismo”, da filósofo Hannah Arendt. Segundo a autora, opressão, manipulação, monitoração e alienação são fatores ligados à violência antidemocrática, os quais oprimem populações de diversas partes do mundo, como Brasil, China, etc.
Consequentemente, a era tecnológica propiciou um novo meio de opressão. Conforme Zygmunt Bauman, filósofo polonês, a modernidade líquida, isto é, século XXI, com suas tecnologias, como a internet, unificou as pessoas e facilitou a disseminação de ideologias, além da monitoração do comportamento dos usuários. Ao exemplificar, existe o controle de dados que alienam a população com conteúdos simétricos aos seus interesses. Em suma, a democracia não é ratificada nesse contexto, o que é inaceitável.
Infere-se, portanto, que subterfúgios são necessários. A ONU, Organização das Nações Unidas, deve criar a “Declaração Universal do Combate ao Totalitarismo”. Essa medida visa a estabelecer os limites entre liberdade tecnológica e transgressão ao direitos individuais, como o acesso aos dados pessoais. Dessa forma, por meio da fiscalização governamental é possível combater as problemáticas narradas por E. Hobsbawn.