Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 27/01/2020
No início do século XX, houveram grandes movimentos totalitários, tais como o nazismo e o fascismo. Entretanto, o termo vem ganhando destaque atualmente, relacionando-se cada vez mais aos avanços tecnológicos. A figura autoritária contemporânea está mais proxima do Grande Irmão de George Orwell, em sua obra 1984, do que de Nero, imperador romano símbolo de opressão. Em vista disso, infere-se que o totalitarismo moderno relaciona-se ao controle das mídias e tecnologias, não tendo origem apenas entre chefes de Estado.
Observa-se, primariamente, que as tecnologias são uma poderosa arma nas mãos de governantes autoritários. Benito Mussolini, líder totalitário fascista, defendia que tudo deveria estar sob comando do Estado; isso inclui, atualmente, os veículos de mídia e seus usuários. O acesso à internet é, muitas vezes, filtrado e direcionado segundo a vontade dos que governam; o que ocorre principalmente em regimes ditatoriais. Desse modo, o cidadão torna-se alienado, cego diante da manipulação sofrida e vítima de um autoritarismo que, muitas vezes, passa despercebido ou é encoberto.
Posteriormente, o totalitarismo contemporâneo caracteriza-se por não ser exclusivo de governantes, mas relacionar-se, sobretudo, com aqueles que controlam a mídia. Os responsáveis pelos meios de comunicação determinam a forma como os fatos são narrados, podendo manipulá-los. Tal conjuntura assemelha-se à fala de Josef Stalin ao dizer que a eleição é decidida por quem conta os votos, e não por quem vota. Dessa forma, aqueles que dominam a informação tornam-se mais poderosos do que os próprios governantes, pois podem manipular a história.
Dado o exposto, depreende-se que os meios de comunicação devem apresentar o fato sob mais de uma perspectiva, concedendo ao leitor uma visão mais ampla do ocorrido. Para isso, deve haver a nomeação de um órgão com função de fiscalizar os veículos de mídia e garantir que os acontecimentos sejam narrados da forma mais abrangente possível. Dessa maneira, o cidadão terá a liberdade de formar uma opinião própria, fundamentada na razão e no conhecimento. A garantia de informação é o que protege a sociedade contra a opressão do totalitarismo e, por isso, deve ser assegurada.