Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/02/2020

O nazismo, de Hitler, compreende um modelo de totalitarismo vigorado na Alemanha em pleno século XX, onde é característica comum o controle da vida da população, tanto no âmbito público, quanto privado. Colateralmente, no hodierno, a evolução tecnológica proporcionou novas formas de totalitarismo, culminadas no amestramento social e na violação de direitos.

Primeiramente, a ilusão de maior liberdade com o advento da tecnologia é uma forma de adestramento social. Segundo o sociólogo Gilles Deleuze, a sociedade moderna caracteriza-se por sofrer, de maneira quase imperceptível, controle e coerção pela tecnologia. Para este estudioso, há uma ilusória liberdade mediante ao facilitado acesso a produtos e serviços da internet. Desse modo, o usuário acaba por não notar que o uso excessivo da internet o adestra a consumir específicos produtos, baseado num forte controle de dados e algoritmos fundamentados em suas preferências.

Em segundo lugar, o monitoramento do comportamento torna-se uma violação de direitos. Segundo o noticiado por meio do canal BBC News, oito companhias chinesas foram autorizadas a avaliar o comportamento de seus clientes. Essa conjuntura, de acordo com o contratualista John Locke, configura-se uma postergação do “Contrato Social”. Contudo, o Estado passa a não cumprir com sua função, que consiste em zelar pelos direitos dos homens tais quais estão inclusos a liberdade.

Fica claro, portanto, que na era tecnológica vive-se uma “ditadura digital”. Logo, faz-se mister que o Governo realize um plano de segurança virtual, por meio dos provedores de internet, que devem criptografar e garantir a segurança ponta a ponta com a finalidade de certificar que os dados e preferências dos usuários não venham a ser passados para terceiros. Deste modo, estaremos caminhando para uma sociedade digital mais liberal, democrática e segura.