Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 01/02/2020
Quando se discute sobre totalitarismo, é inegável considerar a existência de suas novas formas no mundo atual. A tecnologia - cujo principal benefício é a democratização da pluraridade de ideias - é usada como ferramenta de doutrinação em massa por alguns países, ou seja, cria-se uma única linha ideológica e, assim, um alto nível de controle na vida das pessoas.
Em primeiro lugar, é importante relembrar as principais ferramentas do totalitarismo: centralização do poder, censura e disseminação do terror. No entanto, líderes políticos se valem da tecnologia para impor, de forma dissimulada, suas ideias antidemocráticas. A Rússia é um exemplo claro disso. O país, desde 2019, realiza testes para a implementação de uma rede própria de internet, ou seja, totalmente desconectada da rede mundial de computadores; também proibiu a venda, em seu território, de celulares que não possuem software russo.
A pior consequência disso é a intolerância. Essa característica do totalitarismo fez com que se tomasse conhecimento do mais execrável dos modos de resolução de conflitos: a guerra. Isso fica evidente quando consultamos o pensamento do filósofo chinês Sun Tzu: “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Outra consequência do totalitarismo é o controle sobre a vida das pessoas, seguido do desrespeito aos direitos humanos. Pois, o isolamento ideológico deixa o governo livre para fazer o que bem entender, como é o caso da Rússia.
Portanto, é indubitável a ascensão de novas formas de totalitarismo apoiado pela tecnologia do século XXI. Desse modo, faz-se necessário que a Organização das Nações Unidas adote políticas que venham a romper com a difusão desse tipo de autoritarismo e de ideias contrárias ao exercício de direitos individuais.