Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 01/02/2020
A alta mutabilidade das interfaces tecnológicas demanda da sociedade atualização permanente e cada vez mais frequente dessas. No entanto, a realidade demonstra que nem todo cidadão consegue acompanhar na mesma velocidade aquela, ocasionando inúmeras consequências sociais, dentre elas, a exclusão tecnológica e o totalitarismo. Em meio a esse fenômeno torna - se fundamental a presença do Estado, este necessariamente precisa compreender seu papel de inclusão tecnológica e de promoção da educação social.
O século 21 têm sido marcado pela grande evolução tecnológica, novas interfaces acompanhadas por modos cada vez mais reais de imersão têm proporcionado ao sujeito de relações um novo nincho de expressão e sociabilidade. A tecnologia, por sua vez, possui alta mutabilidade e inovação, em paralelo, a taxa de amadurecimento social não possui a mesma velocidade. Esse paradoxo possibilita a produção de novas formas de exclusão, assim como a de medidas totalitárias frente às minorias que não conseguem acompanhar a celeridade tecnológica.
O desenho contemporâneo das novas formas totalitárias surge em meio a possível saturação do ambiente real pelo cotidiano dos trabalho, estudo e lazer. A tecnologia estabeleceu condições para o acesso a novas possibilidades de representação que não estão necessariamente sob controle das mesmas leis de contato real, face a face. O que está posto nessa era é a mudança veloz da tecnologia, em paralelo, seu caráter seletivo de acesso e permanência. Esse fenômeno social, por sua vez, exclui parte significativa da população a deixando às margens da sua própria representatividade. Isso ocasiona a falta de voz em vários espaços, e delega de forma indireta àqueles, que possuem todos os privilégios de aquisição tecnológica e permanência nesses meios, o crivo da imposição dos seus desejos ao restante da população, postura essa totalitarista.
O Estado possui papel fundamental para otimização da relação da população com as tecnologias e redução dos efeitos totalitários, enquanto fenômeno social. Cabe, garantir o acesso a modernização através de políticas de inclusão tecnológica. Essa medida poderá ser tomada em ambiente escolar, sendo necessário a ofertar de espaços para discussões filosóficas e sociológicas sobre o uso funcional da tecnologia enquanto algo complementar as relações humanas. A intervenção proposta estabelecerá condições necessárias para que de forma progressiva o país tenha resultados positivos no processo de evolução tecnológica, ocasionando assim, a inclusão social e redução das expressões totalitárias.