Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 16/02/2020

De acordo com o pensamento do filósofo francês, Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento democrático, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Apesar de correta, essa ótica não é efetivamente inclusa no cenário global atual, onde ferramentas tecnológicas de inteligência artificial, restringem intimamente dados, afim de moldar hábitos e informatividade de seus usuários, os colocando em uma bolha sociocultural e de omissão de liberdade. Desta forma, faz-se necessários ações mais eficazes no combate a essa problemática.

Em primeira análise, observamos que em função da tecnologia contemporânea, internautas estão cada vez mais sendo expostos a uma limitação e filtração de conteúdos, dando a eles um ilusório perspectiva de liberdade. Desta forma, podemos associar a contextualização da sociedade hodierna, com o ‘‘Mito da Caverna’’, escrita pelo filósofo grego Platão, onde consiste em criticar a condição de ignorância e alienação em que vivem os seres humanos. De maneira análoga, inconscientemente, os internautas são vigiados, e analisados através de mecanismos filtradores de informações, para que eles utilizam apenas o que lhes é atrativo para consumo pessoal, e conforme o panorama supracitado, viverem em uma bolha sociocultural.

Ademais, e de extrema importância salientar, a forma em que essas tecnologias influenciam corriqueiramente na sedução e persuasão de pessoas em massa, através da propaganda. Como, por exemplo, as estratégias usadas por Adolf Hitler, que utilizava-se de técnicas de propaganda para fazer brotar nos alemães um sentimento nacionalista e otimista ante os estragos a Alemanha ,causados pela Grande Depressão Americana, usando ardilosamente essas publicidade para persuadir muitas pessoas à corroborarem com o nazismo. Tal fato deixa evidente o quão contraproducente pode ser o uso indevido da propaganda no contexto tecnológico contemporâneo.

Em virtude dos argumentos apresentados, é mister que o governo em parceria com o Ministério de Educação e Cultura (MEC) elabore, por meio de verbas governamentais, propagandas afim de  promover a conscientização contra a influência desses mecanismos filtradores, através de uma ampla divulgação midiática em redes sociais, que inclua propagandas televisivas e debates entre professores e alunos. Nesse sentido, o intuito de tal medida, deve ser de fazer com que o conhecimento sobre esses instrumentos de limitação de conteúdo seja amplo, e dessa forma incentivar a sociedade, a buscar fontes confiáveis e não se deixarem viver em uma liberdade ilusória como a do ‘‘Mito da Caverna’’, pois, conforme Oscar Wilde , ’’ O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação’’.